Comunicado - Marcha do 25 de Abril

O 25 de abril é a festa da liberdade, "o dia inicial, inteiro e limpo", que todos os anos é celebrado por milhões de portugueses, independentemente da sua filiação partidária. A pandemia da Covid-19 fez-nos adaptar as celebrações do ano passado e limitou as deste ano. Apesar do contexto, assistimos com agrado à organização do desfile do Porto.
Apesar da nossa vontade em integrar este desfile, aliás demonstrada na adesão espontânea dos militantes às celebrações, entendemos, para segurança de todos, que não deveria ser a Juventude Socialista, de forma organizada e mobilizada, a colocar em causa o estrito cumprimento das orientações provindas da DGS, que apenas contribuiria para manchar as celebrações deste que é, para nós, o mais importante dia da democracia portuguesa. Não se compreende, contudo, que a organização deste ano tenha optado por excluir, num gesto que só podemos concluir ser deliberado, a maior juventude partidária e o maior partido da esquerda democrática portuguesa.
Como há dias nos recordou o presidente da Assembleia da República, "o 25 de abril não tem proprietários, mas tem autores" e é inegável o espaço de toda a esquerda democrática teve, tem e terá na sua construção, na qual orgulhosamente nos inserimos.
Desta feita, a Federação do Porto da Juventude Socialista não está disponível para abdicar da participação em qualquer desfile, marcha ou manifestação onde se honre o legado da Revolução. O abril que se sonhou em 74 só se cumprirá com a união de todos quantos celebram este dia, sejam eles associações sindicais, movimentos sociais, partidos políticos, juventudes partidárias ou quaisquer outros movimentos ou cidadãos que optem por o fazer. Por todos estes motivos, é incompreensível que tais gestos, que só por tribalismo se explicam, voltem a ter lugar neste dia.
